segunda-feira, 25 de maio de 2020



E O DIA AMANHECEU AZUL

Tem dias que sentimos tantas alegrias
Coração parece não caber no peito
Tem dias que o azul é tão intenso
Tão intenso
As flores mais belas
A natureza em festa
É nosso ser que se rejubila
É nosso ser que canta
Assim que deveríamos ser
Deveríamos constantemente cantar glórias ao Senhor 

Deveríamos viver sempre e sempre o amor

sonia delsin



ILUSÕES

Parecia que o dia nascia
mais bonito
Parecia que alcançava o infinito
Parecia
Era apenas uma ilusão?
Fantasia?
Alegria ao coração lhe trazia.
Então era bom

sonia delsin

sábado, 23 de maio de 2020



UMA ROSA… UM AMOR


As mãos entregaram rosas
Existia amor?
Ela acreditava que sim
Como alguém que entregava rosas poderia não amar?

Como?

sonia delsin



DE TEMPOS EM TEMPOS

De tempos em tempos me voltam cenas do passado
Me voltam as flores
As dores
Me voltam os perfumes
dos prados
Me voltam meus sonhos dourados
De tempos em tempos me voltam as dores das feridas
Me voltam lembranças de tantas vidas
De tempos em tempos me voltam os amigos
Eles chegam sorrindo
E eu acho tão lindo
Me voltam as conversas
Os abraços
Os laços
De tempos em tempos me voltam as estradas
As risadas
As calçadas
A molecada brincando
Me volta uma menina dançando, dançando...
dentro de um sonho
Um sonho que poderia ser real

E foi 

sonia delsin


MINHA HISTÓRIA


Na prata dos meus cabelos, nas rugas que me aparecem na face, a minha história se mostra, se escancara. O caminho que percorri, a lágrima derrubada, a que ficou guardada. Tudo é estrada.

sonia delsin


 IDEIA DO VOO

Posso correr o mundo num segundo. Posso ficar estática... Posso dobrar as asas e esquecer a ideia do voo. Posso correr como as águas do rio do tempo e chegar ao horizonte almejado. Tudo está guardado no meu mundo encantado.

sonia delsin



ONDE FICOU?


Onde é que foi perdido o que era tão bonito? Em que esquina do mundo ficou esquecido o respeito, o afeto, o companheirismo, a solidariedade, a verdadeira amizade? De repente o mundo não era mais o mesmo, as conversas nas calçadas deram lugar a pessoas engraçadas. Conectadas. Sim, conectadas. Cegas as belezas a sua volta, indiferente aos sentimentos. Lembro bem que no transporte público eu ia me sentar e pedia licença. Mas que indiferença! A criaturinha ali estava tão compenetrada que nem me ouvia, nem me percebia. E tantas coisas mais. De repente o mundo era outro. Acontece que basta um pequeno sopro, menos que um estalar de dedos para que as coisas mudem. Muitas pessoas me dizem que estou sendo muito otimista porque estou acreditando que depois desta pandemia nada será como antes. Acredito na transição, em mudanças. Tenho esperanças. Vamos aguardar.

sonia delsin