segunda-feira, 20 de abril de 2020



OLHANDO O HORIZONTE

Subo no monte
A olhar o horizonte
Até onde a vista alcança
Penso
Ainda existe esperança

sonia delsin



QUEM ÉS?

Quando eu te perguntava:
Quem és?
Simplesmente me respondias 
olhando em meus olhos
E eu lia, lia tudo que ia no fundo
No fundo do teu olhar
Eras um ser sofrido
Um homem dolorido
Eu gostava destas indagações de olhares 
Gostava da forma 
que me respondias
Com um leve sorriso no olhar
Boca calada
Então eu dava risada
Dizia que tinha descoberto tudo
Que havia retirado os véus
E acabas rindo com tua boca bonita
Era tudo tão espontâneo
Parecia que nossos segredos 
eram todos colocados na mesa
Eu perguntava quem és 
e por fim 
descobríamos 
quem éramos 

sonia delsin



PROFUNDAMENTE

Mergulhava fundo
Mergulhava nos teus olhos morenos
Tao pequenos

Pequenos mundos onde eu adentrava 

sonia delsin


POR QUE MENTIAS?

Teus olhos costumavam desmentir
as mentiras que contavas
Eles falavam
Eles me revelavam
Por que mentias?
Os olhos costumam falar
E a boca, muitas vezes, é melhor se calar 

sonia delsin



QUANDO AS MÃOS NÃO SE TOCAM

Sem apertos de mão
Sem abraços
Os olhos falam
Se tocam
Os olhos acariciam
Tempos diferentes precisamos provar
Para sentimentos demonstrar

E os olhos costumam todas as verdades contar 

sonia delsin



OLHOS NO RETRATO

Sobre a comoda o retrato
Um momento registrado
Um momento do passado
Os olhos ali deitados
A lembrar
Os olhos ali umedecidos
Um momento tão fugaz 
Um momento de alegria, de paz…

De grande paz 

sonia delsin



OLHOS DORMIDOS

Tão bonitos
Tão bonitos
“Hoje” dormidos
Olhos que “ontem” andavam em mim
Me prescrutavam
Sim, eles me perguntavam
Perguntavam se eu era feliz
Eram uns olhos quietos
Profundos
Eles andavam em mim
Em minha face, em meus olhos
Eles queriam saber minhas particularidades
Mais do que ninguém me sondavam
...
Uma das maiores saudades que carrego comigo
é a saudade daqueles olhos tão lindos… tão lindos… 

sonia delsin