LAMENTOS
Era um ser sofrido
Como deve ter doído!
As feridas expostas, sanguinolentas
Era um ser tão sofrido
As vezes eu lhe deitava o olhar
E ele no seu canto a se lamentar
Vivia se lastimando
Vivia blasfemando
E eu ficava pensando
Como ajudá-lo?
Ele não queria ser ajudado
Vivia de braços dados
… com o mal
Queria o mal
Enaltecia o mal
E eu ficava com as palavras na garganta
Um dia gritei:
O mal é ausência do bem
Deixe brilhar a luz
Saia da escuridão
E ele me acenava não
Era um ser tão sofrido
Todo dolorido
Não via na vida sentido
E eu querendo lhe indicar uma direção
Era minha missão
Por fim me ouviria?
Talvez sim
Talvez não
Talvez
sonia delsin

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